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Era saudade o que eu sentia, era amor o que mais me doía. Mas era saudade de alguém que eu sabia que talvez não voltasse, e eu insistia tanto em fechar os olhos e tentar acreditar que ao menos ele ainda sorri ao escutar meu nome, que se lembra de mim, que eu ainda talvez faça parte da vida desse alguém, e eu sabia que quando o encontrasse talvez tudo o que sentíamos um pelo outro estaria no mesmo lugar, talvez em proporções diferentes, proporções cada vez maiores eu preferia deletar totalmente a parte do menores também, talvez estivesse lá, mas ao mesmo tempo algo que incomodava bastante ficava na parte que talvez tudo tivesse mudado, não fosse mais como antes. E não tê-lo por perto séria cruel, eu preferia não imaginar, era como se os dias se tornassem sem sentido algum, eram como essas minhas imaginações fossem pesadelos, era como saber e se iludir. Eu sabia que só precisava de uma carga, igual desses celulares, eu só precisava de uma carga nova, precisava de uma carga dele pra que tudo voltasse ao normal, pra mostrar que era como antes, que ainda é como antes. É, era pura saudade o que eu sentia, mesmo sabendo que "saudade não é tudo" e que o amor que dentro de mim cabia, era difícil ter que tentar aceitar que talvez já não fosse mais sentido do outro lado que eu praticamente suplicava a mim mesma pra ter algo meu vivo, mas mesmo assim eu ainda preferia acreditar que ainda não era tarde e que algo meu batia lá do outro lado. As vezes a ilusão é melhor que a realidade. Só assim pra tentar não chorar e sorrir, talvez só assim pra tentar realmente ser feliz.