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Eu odeio você por ser esse imbecil, chato, idiota que não percebe o quanto eu te cativo e o quanto eu poderia te cuidar, o quanto te amo. Hoje eu te odeio com todo o amor que ainda resta em mim, com toda a força que tenho pra lutar por você e com todo o resto que consome um corpo, uma mente e um coração por completo, um corpo e que leva consigo a sua alma. Eu o odeio por ter me conhecido como ninguém, eu o odeio por ter me deixado apaixonada por você, não poderia ter sido mais fácil? Poderia não me deixar apaixonar por você, tenho abuso seu por saber dos meus medos, das minhas alegrias, das minhas histórias, de minhas vontades, do meu mundo, do que mais quero e do meu eu e ter jogado fora, pisoteado, me marcado e por, agora, agir como se não fosse nada, como se um nada e a mim se comparasse. Você ainda me dói, me atormenta ainda me machuca e por mais que eu tenha lhe falado que você matou a menina doce que existia em mim, eu menti, ela ainda existe e muitas vezes ainda chora por lembrar-se de você, ela espera as luzes de sua casa se apagar, pega sua última lembrança se abraça forte e não agüenta, desmorona por você. Você conseguiu realmente matar muitas coisas em mim, e eu ainda estou em luto por isso, só que eu prometi a mim mesma que você nunca mais saberia como eu me sinto, como eu queria estar ou como realmente estou. Mas, apesar de tudo, eu posso dizer que já estou melhor, não imaginei que demoraria que doeria tanto, que machucaria, pisaria que choraria tanto, mas isso me fez um bem danado, aprendi muito e já consigo ouvir aquela música que você escutava quando tava com raiva de mim e a mesma que escutava ao bater saudade de mim, já consigo ouvir e não se lembrar de ti. “Você não sabe o que é amor nem tão pouco paixão, se soubesse de verdade não maltratava meu coração parece beija flor que vai de boca em boca por ai e suga todo meu amor e quando enjoa põe um fim agora não está mais disposto a te dar meu mel procure logo um novo alguém pra te levar pro céu você seguiu outros caminhos eu fiquei chorando aqui a sua vida de aventuras você vai seguir”, você nem deve lembrar, mas eu não me esqueço de quando suas raivas de 'duas horas' batiam e essas duas horas ao olhar pra seu sub no MSN, era a música, ao te ligar ela tocava. Outra coisa que eu odeio é lembrar que esse garoto fofo e romântico era só um papel, um personagem, nunca foi você, que por quem me apaixonou se foi e de mim não levou nada. Você virou um menino que quer sair, curtir, beber e pegar meninas, esse menino de agora é diferente do menino que eu conheci. Eu me apaixonei por alguém que não existiu, ou talvez tenha existido e agora você esteja fazendo um papel, a qual o personagem não cabe a suas características. Isso significa que nunca ouve chance pra nós porque na verdade nunca houve um “nós” nessa história, o nós quando se pensou em começo tava mais largado que o fim. E dessa maneira, com o pensar, eu vejo que toda a minha felicidade ao teu lado foi uma ilusão de cinema barato, sabe aquela promoção relâmpago? Parece-me bem combatível com o que aconteceu entre mim e você, se é que aconteceu algo não? E todo o meu sofrimento foi em vão e inútil, foi pisado, foi como um lixo foi inútil tudo que fiz do mesmo jeito que você foi. Sinceramente, acho que sei como se começa um a carta para um amor, mas não tenho bem certeza de como se começa uma carta para um tal de ex-amor, não sei se ela faz bem, mas ela faz chorar pra cacete pra ser sincera, ela faz você colocar uma música que dói só de pensar em escutar e faz você passar horas escrevendo sem se importar.   Agora eu digo ex porque, em mim, esse sentimento realmente não está mais em primeiro plano, todas as lembranças de momentos bons que construímos juntos parecem fazer parte de um passado tão, tão inseguro e injusto pra mim querer as deixar vivas, mas tão distante que nem me pertence mais. Parece algo que eu tenha visto em algum filme meio “hollywoodiano”, meio ficção, quer dizer meio ainda? E que como um filme, teve o seu final, a parte 'the and' chegou. Bom, você agora é esse tal de ex amor porque eu não lembro direito de como era quando você representava a “razão dos meus dias”, por que se lembro bem, você fez questão que eu apagasse essa parte, eu só sei que você significava isso pra mim, só não me recordo como eu me sentia em relação a isso. Mas tudo bem, acho que nem deve ser tão bom, nem tão saudável querer recordar essa parte.  Eu sei que era bom e coisa e tal, eu acho que era isso, mas você nós meio que desaparecemos das lembranças, meio que sumimos e o que existiu se foi sem deixar muitas marcas, mas eu vejo isso de fora, já não vejo isso de dentro, acho que pulei pra fora quando me vi dentro desse tal 'sentimento' sozinha. Não fui cúmplice de nada, não joguei suas mesmas cartas. Fomos protagonista de uma história da qual agora eu sou apenas telespectadora e acho graça às vezes ao tentar me recordar, mas sei que não devia. E eu te amei tanto, só que já não me lembro de como fazia isso, sumiu. Agora eu sou a garota que ri e brinca com você como era antes de tentarmos complicar a simplicidade de uma relação fiel, ao menos tento ser isso, mas vejo que você não é como eu. Será que ainda pensa que te amo? Seja como eu, me veja como o vejo agora, não se afaste, todo aquele sentimento talvez nem esteja mais aqui. Traímos uma amizade pra atrairmos amor e veja no que deu, a amizade se foi e o amor a carregou. O resultado foi dois amigos se tornando estranhos um para o outro, mas agora nos reencontramos e nos reconhecemos, posso dizer que quero muito voltar a ser sua amiga, pois isso era mais prazeroso que antes, acho que na verdade sempre combinamos mais como amigos que qualquer outra coisa. Confesso meu bem, que às vezes, quando você abraça alguma menina na minha frente eu sinto uma coisinha lá dentro de mim dizendo “espera aí, eu não gosto disso”, mas é uma voz fraquinha, tão fraquinha que se eu virar pro lado, rir do nada, brincar com a minha sombra ou cantar, a voz se torna inaudível lá dentro, e não me incomoda. Eu nem sei mais, nem lembro mais de como é sentir aquele ciúme enlouquecedor de você, mas eu sei que sentia. Você vê a complexidade disso tudo? Eu desaprendi a sentir depois de ter de me acostumar a não te amar. É estranho, não acha? Você me ensina a amar e quando você saiu daqui do lado eu desaprendi, mas acho que foi bom desaprender, porque quando você saiu, eu fiquei um bom tempo te esperando voltar, e eu chorei tanto, sofri tanto, e doeu tanto, mas tanto, que parecia que... Não lembro mais. Era bom, acabou, machucou e agora to boa de novo, pronta pra me ralar mais uma vez, mas ainda, às vezes, a voz fraquinha diz que sente sua falta, mas prefiro a ignorar. A voz fraquinha não entende que eu não sei sentir, nem amar, nem lembrar e isso tudo é porque quando você foi embora eu desaprendi e quando estou perto é como se reaprendesse novamente, mas como desaprendi sei que esse reaprender nunca vai bastar.